Domingo, 8 de Janeiro de 2012

Um novo Mundo

Já não há empresas com um futuro garantido, já não existem empregos para a vida, o emprego hoje é móvel e a mobilidade do individuo deve fazer parte do seu currículo, já não há acomodação a um estilo de vida.
A nova realidade, consequência da globalização, da inovação e do aumento do comércio internacional obriga nos a olhar, a repensar numa nova educação e relançar um novo caminho na formação e torna-la permanente a todos os atores sociais ativos e não ativos. A nova sociedade terá que adoptar um novo conceito de especialização e recuperação de valores, os valores fundamentais que cimentam uma sociedade, as empresas e nas famílias, uma nova amizade e uma franqueza entre as pessoas séria.
Os novos lideres, quer das empresas quer na vida politica, terão que ter a exigência como palavra chave e, a flexibilidade e a mobilidade, farão parte da sua formação , como uma disciplina para o sucesso na sua geoestratégia. Exige-se mais conhecimento, mais competência e mais velocidade de atuar, mesmo que o risco de errar seja um parceiro de vida. A arte de tratar e trabalhar a psicologia social ao nível do comportamento será uma área soft das novas ciências, que terá que ser dominada pelos atores de gestão. O mundo positivo será a auto-estrada do sucesso, e, saber dominar as áreas das relações publicas e da diplomacia sócio-económica será o autocarro que nos levará à estação do futuro.


Este novo homem , o gestor global, não é só necessário para as grandes e micro empresas como na vida politica global. Os governos autárquicos e central devem ter a coragem de agir, decidir, atuar nas áreas sociais e a estratégia da gestão da urbe terá que ser cuidadosamente planeada numa relação bilateral. A falta de energia positiva levará à  eliminação de todas as personagens num processo darwiniano de luta pela sobrevivencia.


O novo mundo abordará mais fundamentalmente a estratégia e a globalização e, um novo desenvolvimento partilhado, onde a partilha do conhecimento solidário fará uma sociedade mais equilibrada. Teremos pois um novo enigma, a socialização partilhada entre o conhecimento social e tecnológico, eis o novo mundo.


Luis Ferreira

Sábado, 24 de Dezembro de 2011

Tendências 2012

Poupar dinheiro será uma das maiores preocupações dos portugueses e a ajuda entre familiares, vizinhos, comunidade promete crescer em 2012.

O próximo ano promete ser aquele em que a palavra crise entra definitivamente na cabeça dos portugueses e em especial dos Leirienses.

Os efeitos dessa tomada de consciência serão difíceis de antever, mas vão alterar a forma como as pessoas se irão relacionar com o dinheiro, com as compras, com os produtos, com o comércio. A casa será a partir de agora o nosso refúgio por excelência, logo o ambiente social terá que ser o ideal para podermos combater a crise.

As pessoas irão procurar mais informação sobre os produtos, são menos tolerantes a más experiências e viverão perto do limite: castigam as marcas cuja conduta, censuram, mas dispostas a ser embaixadoras daquelas a quem reconhecem qualidade, assumindo publicamente, através das redes sociais e dos blogues, o que pensam delas. Assim se passará com os comerciantes, a experiência será igual e o castigo o mesmo. O relacionamento com os comerciantes e a valorização dos que corresponderem às suas expectativas, será a tendência cada vez mais importante do dia a dia dos consumidores portugueses.

A perda de espontaneidade no consumo (o fim da vontade de comprar porque dá prazer) está a dar lugar a uma nova forma de as pessoas se relacionarem com outras actividades: desde logo andar a pé, fazer voluntariado, passar mais tempo a ler, procurar o essencial em vez do supérfluo, a procura dos espaços públicos mais familiares e usar a internet. O acesso à internet para comprar produtos mais baratos, soluções novas, ideias diferentes vai aumentar entre os portugueses, que beneficiam de equipamentos adquiridos antes da crise para enfrentar os dias mais difíceis.

A ideia de gastar e guardar o dinheiro que sobra ao fim do mês acabou. A palavra poupar será a mais sentida e a prioridade será a poupança. Seja para um pé-de-meia, para a reforma ou para vir a ajudar os filhos, a incerteza sobre o futuro está ai, o que leva a esta mudança dos hábitos culturais.

Haverá maior preocupação com cupões de desconto e sites de promoções. Acentuar-se-á a consciência de que o preço de um bem não é para sempre (e que irá descer). As pessoas irão perder cada vez mais tempo a procurar bons negócios

Os produtos portugueses terão uma procura maior e ser português será factor decisivo na hora da compra. A procura por mercados tradicionais terá um crescendo maior do que o inicialmente previsto que, por alguma razão, desapareceu nos últimos tempos.

A casa será o espaço mais importante na vida dos portugueses durante o próximo ano. À entrada para os piores meses da crise, as casas estão bem equipadas e com conforto conquistado nos últimos anos. A opção pela poupança vai roubar pessoas à rua, a aposta nos descontos vai aumentar, procurar as melhores ofertas, o menor custo dos produtos vai ajudar as compras no comércio tradicional se, este for competitivo e inovador, e a valorização do tempo de qualidade em família vai devolver as pessoas às casas.

E neste tempo frio vale a pena preparar o regresso à " nossa casa ", a cidade terá que perceber que voltamos novamente para a viver de uma forma intensa.

CENTRO HISTÓRIO LEIRIA

Um Natal ou o que resta dele.

A crise está  a matar o Natal dos comerciantes, necessitados de se compensarem, nesta epoca, do que não vendem durante o resto do ano. Esse é o lado preocupante da realistica retracção da maioria dos portugueses em matéria de compras. Mas como estamos de tal modo viciados na vertigem consumista dos anos de vacas gordas que, para muita gente, menos consumo já é menos Natal. Ora, se toda a crise é uma boa oportunidade, como não se cansam de dizer os filósofos da economia e gurus das finanças, esta crise é uma boa oportunidade para olharmos o Natal e os dias pós Natal de  modo diferente. Não como a festa dos presentes, que na maioria dos casos até são dispensáveis ou inuteís, mas como a festa dos sentimentos solidarios e para quem acredita, religiosos, que terão que passar a dar sentido à vida social que hoje, mais individual ou colectiva, ainda temos.

Multiplicam-se pelo país, em especial pelas grandes cidades, onde a miséria e a solidão são mais chocantes e até mais dramáticas, iniciativas que trazem à epoca de Natal mais solidariedade e mais carinho. Terá que ser este o caminho dos agentes politicos num futuro próximo. Terão que ser estes os presentes de efeito duplo porque tanto dão prazer a quem recebe como a quem os oferece. Com estes gestos é possivel ter uma sociedade mais justa e mais equilibrada e quiça uma sociedade com maior equidade social.

O afeto aliado à solidariedade terá num futuro próximo uma recompensa, a justiça social e divina.

Luís Ferreira

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

A mentira que é verdade

Desde cedo as mentiras praticadas sistematicamente, e deliberadas, por aqueles que intelectualmente são fracos soam a verdades. Pelo  meio, a fuga à verdade, é um meio teimosamente querido da pequenez pessoal e a ética foi algo que ficou na gaveta.

Somente aqueles que viveram de perto tal " drama de Agatha " é que percebem o desgosto que habita nos sorrisos teimosamente melancólicos. Viver tal drama é uma praga que rapidamente nos livramos, haja força e capacidade para entender esta mentira que esses seres indígenas da sociedade pretendem transportar da ignorancia.

Teimar em viver da mentira é a doença que os atormenta, sem que tenham a capacidade de o perceber.

Luis Ferreira

Domingo, 23 de Janeiro de 2011

SOU CONTRA, MAS NÃO ME VOU EMBORA

Estas ultimas semanas foram ricas em notícias sobre um representante eleito para a CMLeiria, que não concordando com nínguem, nem com a politica do seu governo, se demitiu das funções que lhes foram atribuídas. Até aqui nada de anormal, se não fosse o facto do dito cujo(a), afirmar que não se demitia por respeito ao seu eleitorado que, de forma livre o elegeu para o cargo. Ora, se um órgão é eleito numa e por uma lista, ninguém é dono dos votos, ninguém votou em A ou B, mas sim num projecto, que neste caso era e é liderado por um " aquele ", que é acusado de tudo e de nada. Tudo ( o que de mal existe ), e de nada  (  do que falta fazer para a dita cuja ).

Então se não concorda com as politicas, com as pessoas, não é dona dos votos, é livre e independente, não sofre a pressões, como pode estar numa casa que vai ser " gerida " por esses factores, como afirma no jornal da Terra?. Vota sempre contra ? contra o projecto, e se votar a favor, não será conivente com essa política errada e manipulada?.

Algo está mal explicado. Se não concorda, demite-se, não alimenta a quadrilha de interesses que a própria diz existirem. Como pode alguém estar certa num lugar onde os outros estão todos errados e mais, estão ao serviço de interesses particulares que usam os gabinetes como se de cabeleireiros se tratassem para arranjar as unhas ( interesses ).

Desculpem  a frontalidade, mas querer ser dono da razão mostrando os números de processos ( assunto interno da instituição, logo a divulgação desses números é grave e demonstra a falta de principio ético e de respeito pela Instituição), como se os mesmos fossem capazes de demonstrar a sua capacidade ou o seu trabalho realizado, através da quantidade em prol da qualidade é pura demagogia que, somente os menos atentos, podem interpretar como uma verdade real. Como pode alguém tão eficiente e inteligente, ter estado 14 meses com pessoas sem o carácter necessário para a realização desses cargos ? andava atulhada em tralhado ?. Não, andava era perdida no País das maravilhas, pois todos nós temos um sonho, o sonho de ser o que não podemos ser, se não formos competentes . São os eleitores que nos alimentam os sonhos e os encaminham para o lado certo ( sonho ) ou o lado errado ( pesadelo ), mas somente a eles cabe a responsabilidade de dizer quem somos. O nosso trabalho é a prova que o eleitor tem para decidir, se ele ( trabalho ) for bom , ele dicide bem, e sempre, porque sente na pele a qualidade da nossa capacidade de gerir e decidir.

Então, afinal quem tem razão? esse representante ou o povo ? dentro em breve teremos as respostas, pena é que alguém consiga caminhar no caminho da incompetência que, segundo o mesmo, está a ser trilhado e respira o ar da desgraça e da promiscuidade, não será esse ar contagioso para ele?

Luís Ferreira